Em novo pronunciamento, Bolsonaro usa tom conciliador

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Foto: Carolina Antunes/PR

O presidente Jair Bolsonaro adotou um tom mais conciliador na noite desta última quarta-feira, em pronunciamento feito através de uma cadeia de televisão e rádio. Enfatizou que a prioridade do governo é salvar vidas, manifestou solidariedade às famílias das vítimas do coronavírus e registrou o respeito à autonomia dos governadores e prefeitos nas determinações para o isolamento social.

Bolsonaro fez um balanço das medidas adotadas pelo governo neste momento de calamidade pública, destacando a ajuda no valor de R$600 destinada a famílias humildes, a isenção da tarifa de energia elétrica para as contas de até R$150 e o aporte de R$60 bilhões, via Caixa Econômica Federal, para reforçar o capital de giro das micro, pequenas e médias empresas, além da construção civil.

O presidente Bolsonaro voltou a insistir na defesa da hidroxicloroquina para o combate ao Covid-19, baseado no relato do médico Roberto Kalil.

Leia a íntegra do pronunciamento:

“Boa noite, 

Vivemos um momento ímpar em nossa história. Ser presidente da República é olhar o todo, e não apenas as partes. Não restam dúvidas de que nosso objetivo principal sempre foi salvar vidas. 

Gostaria, antes de mais nada, de me solidarizar com as famílias que perderam seus entes queridos nessa guerra que estamos enfrentando. 

Tenho a responsabilidade de decidir sobre as questões do País de forma ampla, usando a equipe de ministros que escolhi para conduzir os destinos da nação. Todos devem estar sintonizados comigo. 

Sempre afirmei que tínhamos dois problemas a resolver: o vírus e o desemprego, que deveriam ser tratados simultaneamente. Respeito a autonomia dos governadores e prefeitos. 

Muitas medidas, de forma restritiva ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos. O Governo Federal não foi consultado sobre sua amplitude ou duração. 

Espero que brevemente saiamos juntos e mais fortes, para que possamos melhor desenvolver o nosso país. 

Como afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, cada país tem suas particularidades. Ou seja, a solução não é a mesma para todos.

Os mais humildes não podem deixar de se locomover para buscar o seu pão de cada dia. 

As consequências do tratamento não podem ser mais danosas que a própria doença. 

O desemprego também leva à pobreza, à fome, à miséria, enfim, à própria morte. 

Com esse espírito, instruí meus ministros. Após ouvir médicos, pesquisadores e chefes de Estado de outros países, passei a divulgar nos últimos 40 dias a possibilidade do tratamento da doença desde sua fase inicial.

Há pouco conversei com o doutor Roberto Kalil. Cumprimentei-o pela honestidade e compromisso com o Juramento de Hipócrates ao assumir que não só usou a hidroxicloroquina, bem como a ministrou para dezenas de pacientes. Todos estão salvos. 

Disse-me mais. Que, mesmo não tendo finalizado o protocolo de testes, ministrou o medicamento agora para não se arrepender no futuro. Essa decisão poderá entrar para a história como tendo salvo milhares de vidas no Brasil. Nossos parabéns para o doutor Kalil.

Temos mais boas notícias. Fruto de minha conversa direta com o primeiro-ministro da Índia, receberemos até sábado matéria-prima para continuar produzindo a hidroxicloroquina, de modo a podermos tratar pacientes da covid-19, bem como malária, lúpus e artrite. 

Agradeço ao primeiro-ministro Narendra Modi e ao povo indiano por essa ajuda tão oportuna ao povo brasileiro.

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