Brasil deve ter em 2020 o maior rombo histórico

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Imagem/reprodução/folha

O mundo todo, mas principalmente as contas públicas do Brasil não esqueceram o ano de 2020. É esperado que este ano registre o maior rombo da história fiscal do país.

Em maio, o deficil primário do governo central, somava R$ 126,6 bilhões. O pior resultado mensal da série histórica, iniciada em 1997.

O motivo principal da queda, foi o despencar de 41,6% na receita líquida. Isso acompanhado de um aumento de 68% das despesas, necessárias em ações de combate à pandemia.

Ao todo, no acumulado do ano, o deficit alcança R$ 222,5 bilhões. Valor correspondente ao aumento de 1.171% se comparado ao registrado entre janeiro e fevereiro de 2019. Essa cifra é quase o dobro da meta anual, definida por lei, de R$ 124 bilhões, mas a decretação de estado de calamidade pública desobrigou o governo de cumprir o objetivo fiscal para este ano.

Os dados consolidados apontam, que em 12 meses, o rombo já equivale a 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, o aumento dos gastos emergenciais e a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600 devem levar o rombo das contas do governo central, neste ano, para acima de 11% do PIB. Segundo ele, a equipe econômica já trabalha com um buraco que “pode chegar a R$ 850 bilhões”.

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