Começa a batalha pela Inteligência Artificial

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Diversos países de todos os continentes, menos o africano, se uniram para criar uma aliança de Parceria Global em Inteligência Artificial (GPAI ou Gee-pay em inglês). O objetivo do grupo é desenvolvimento responsável em Inteligência Artificial (IA).

Mas o que chama a atenção é que a China não está presente, apesar do país ser uma potência em investimentos nesse tipo de tecnologia.

O mercado de IA da China correspondeu por cerca de 12% do total global em 2019, com aumento anual de 64%. Estima-se que chegará a U$ 4,25 bilhões em 2020, segundo informações do livro branco, divulgado pela International Data Corporation, empresa de inteligência do mercado global.

Ao que parece o objetivo oculto da iniciativa é enfrentar o gigante chinês.

PAÍSES DA PARCERIA GLOBAL EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Canadá, Austrália, Alemanha, França, Índia, Itália, Japão, Nova Zelândia, México, Coreia do Sul, Cingapura, Eslovênia, Reino Unido, EUA e alguns países da União Europeia.

Em declaração conjunta os membros fundadores afirmam que:
“Como membros fundadores, apoiaremos o desenvolvimento responsável e centrado nos direitos humanos e no uso das IA de maneira consistente com os direitos humanos, liberdades fundamentais e nossos valores democráticos compartilhados. Conforme elaborado na recomendação da OCDE sobre IA”.

DEMOCRACIAS contra CHINA

Oficialmente, o objetivo dessa união internacional é cooperar e investir no uso ético dessa perigosa e promissora tecnologia – que pode ter fins militares e civis.

A China há muitos anos vem utilizando tecnologias de aprendizado para espionar outros países, fazer vigilância em massa com populações através de reconhecimento facial. Por isso, o país é acusado por abuso de direitos humanos, principalmente na região do Tibete, Xinjiang e Hong Kong.

Para a China o investimento pesado em IA é crucial, pois funciona como um motor do desenvolvimento econômico nacional. Essa percepção já está sendo publicado em documentos oficiais do Partido Comunista.

A nova organização de cooperação internacional será apoiada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, bem como por dois Centros de Especialização.

“Em colaboração com parceiros e organizações internacionais, o GPAI reunirá os principais especialistas da indústria, sociedade civil, governos e academia para colaborar para promover a evolução responsável da IA ​​e também desenvolverá metodologias para mostrar como a IA pode ser aproveitada para melhor responder à atual crise global em torno da COVID-19 ”, diz o comunicado oficial.

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