Congresso se articula na oposição sobre congelamento de salários do funcionalismo público

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A oposição ao governo Jair Bolsonaro no Congresso está se articulando para derrubar o veto presidencial que mantém o congelamento dos salários do funcionalismo público até 2021. A contrapartida é a liberação de recursos para o combate à pandemia do novo coronavírus nos entes da federação.
Esta medida poderá contar até mesmo com aliados do governo. A base governista disse que deverá haver unificação de forças e que “não é impossível derrubar o veto”.

A Frente Parlamentar Mista do Serviço Público disse que está aliada com as bancadas do PDT, PV, Rede e PSB para a derrubada do veto. Além destes, a Frente conta ainda com apoio do PT.
O plano B é o projeto de lei complementar de autoria do deputado Carlos Veras (PT-PE) que tenta revogar o artigo que impede o aumento dos salários de servidores nos próximos 18 meses.
O deputado do PV-DF, professor Israel, disse que parlamentares de outros partidos têm dito que deverão apoiar a derrubada do veto caso a proposta favoreça servidores da saúde, educação e segurança.
Já para o deputado Capitão Augusto (PL-SP) admitiu que alguns integrantes da frente deverão votar pela derrubada do veto, a fim de garantir o reajuste para os servidpores da segurança pública.
Já para o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), ainda é bastante cedo para dar uma resposta. Para o parlamentar ainda não existe prazo para apreciação de veto pelo Congresso.
Os líderes do Centrão, por sua vez, dizem que mesmo com o apelo dos servidores públicos, estão dispostos a votar para manter o veto de Bolsonaro por conta do impacto fiscal. Segundo o Executivo, o congelamento dos salários dos servidores públicos deve gerar R$ 130 bilhões para o setor público até 2021.

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