Eleições 2020: Levy Fidelix, candidato à Prefeitura de SP pelo PRTB

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Presidente nacional do partido do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, candidato conhecido pelo projeto de aerotrem disputará sua 14ª eleição neste ano

Presidente nacional do PRTB, partido do vice-presidente da República Hamilton Mourão, Levy Fidelix vivenciará uma campanha eleitoral diferente de todas as que disputou até hoje – e não foram poucas.

Na carreira política, Fidelix já concorreu à Presidência por duas vezes. Para o cargo de governador, também foram duas e, para deputado federal, três. Agora, em sua 14º candidatura, que dessa vez “já tem o apoio do vice Mourão”, ele tenta a Prefeitura de São Paulo.

Ao falar sobre o apoio do presidente Jair Bolsonaro ao pleito, Fidelix diz ter esperanças. “É um apoio aguardado”, contou – Bolsonaro, no entanto, ainda estuda possíveis apoios na eleição municipal.

A “casa” do político conhecido como o “candidato do aerotrem” e pela frase “órgão excretor não reproduz”, no entanto, tem atraído bolsonaristas insatisfeitos com o PSL, antigo partido de Bolsonaro, e novos candidatos vistos como conservadores para a disputa das eleições municipais de 2020. “Contando com o apoio da direita e do conservadorismo, acredito ter chances reais de ir para o segundo turno com algum candidato da esquerda”, avaliou.

Como a sigla do presidente Aliança pelo Brasil não saiu a tempo das eleições, cerca de 70% dos nomes migraram para o PRTB para a disputa do pleito municipal, conta Fidelix à Jovem Pan. Na avaliação do candidato à prefeitura de São Paulo, o PRTB uniu “toda a direita e o bolsonarismo” para a disputa das eleições. Ao citar o presidente, Fidelix diz que “ele [Bolsonaro] tem sofrido ataques da esquerda, do Congresso e do Judiciário. Ele passa por um momento difícil, mas encontra em mim e no meu partido apoio total. Se quiser, amanhã ou depois, todo o grupo pode vir pra cá, as portas não estão abertas, estão escancaradas. Ele é um amigo querido”, disse.

Ao avaliar a gestão Covas, o candidato do PRTB diz que “o prefeito não fez nenhum viaduto e nem lidou bem com a pandemia”. “Na atual gestão, nós vemos que a cidade está largada, pessoas largadas nas ruas, a população de rua dobrou e a cidade não teve higienização. Nas urnas, eles [o eleitorado] vão querer se vingar.

A sociedade cansou de ficar fazendo experiências novas, e nomes mais experientes poderão ter vantagem na disputa”, disse. Entre correligionários, a personalidade de Fidelix pode ser definida como “conservador raiz”, mas para o candidato à Prefeitura de Guarulhos, Rodrigo Tavares (PRTB), que é genro de Fidelix, o sogro é também “muito dinâmico e com olhar desenvolvimentista”.

Segundo ele, o apoio de parlamentares bolsonaristas e a chegada de novos filiados é “fruto da lealdade, correção e honestidade” que o partido manteve a Bolsonaro. Fora da política, Tavares diz que Fidelix “é um homem que respeita as liturgias e as tradições, além de ser um pai muito zeloso” – ele é casado com Karina Fidelix desde 2014.

Fidelix, que é formado em comunicação pela Universidade Federal Fluminense, atuou como jornalista, disputou sua primeira eleição – deputado federal pelo extinto PL – em 1985 e perdeu.

Em 1989, Fidelix atuou como assessor de imprensa de Fernando Collor à Presidência e já filiado ao PTR. No ano seguinte, disputou novamente o cargo de deputado federal.

Em 1992, ele funda o PTRB, que antecede o PRTB e, em 1994, tenta pela primeira vez o cargo de Presidente da República, mas por questões de legislação eleitoral da época não consegue registrar a candidatura.

Dois anos depois, ele tenta novamente ser prefeito de São Paulo. Em 1998 e 2000, disputa o pleito pelo Governo do Estado. Em 2004, Fidelix tenta uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo e, em 2006, disputa o cargo de deputado federal. Em 2010 e 2014, foi candidato à Presidência pelo PRTB. Em 2012 e 2016, ele tenta novamente o pleito municipal. Fidelix disputou ainda, em 2018, o cargo de deputado federal, apoiando Jair Bolsonaro para a Presidência da República, obteve pouco mais de 32 mil votos, mas não se elegeu.

Ainda em 2018, Fidelix chegou a anunciar sua pré-candidatura à Presidência, mas retirou após a coligação PSL-PRTB colocar Mourão na vice-presidência.

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