Hamilton Mourão garante que não haverá golpe

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Valter Campanato/Agência Brasil

Nesta segunda-feira (22), o vice-presidente Hamilton Mourão garantiu que não terá golpe. Ele concedeu entrevista à CNN e disse que nem o presidente nem as forças armadas “têm o anseio mínimo de fazer uma ruptura institucional no país”.

Segundo Mourão as instituições do país estão bem, embora estejamos passando por uma “instabilidade emocional” coletiva;”As pessoas estão muito desacerbadas nas suas ideias, nas suas discussões”, explicou.

CRISE

Para Mourão o Supremo Tribunal Federal (STF) se excedeu, invadindo prerrogativas do Poder Executivo. Como exemplo, o vice cita a expulsão de diplomatas venezuelanos e, principalmente, a suspensão da nomeação de Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da Polícia Federal.

De acordo com Mourão houve problemas no processo legal no que diz respeito ao inquérito das fake news. “Eu como vice-presidente, se eu me sentir ofendido, vou na polícia, abro um boletim de ocorrência, aí vai ser acompanhado pelo Ministério Público. Se tiver crime, vão oferecer denúncia, o juiz vê se aceita e segue o devido processo legal. Acho que os ministros do STF também deveriam fazer desas forma”, esclareceu.

UNIR O CENTRO

Mourão acredita que o governo tem uma “parcela de responsabilidade” na crise, mas que o melhor a se fazer no momento é “buscar mais harmonia”. Assim, evitar que o confronto ultrapasse um ponto que não tenha mais retorno.

O vice-presidente propõe que se afeste os grupos “mais extremados”, a fim de “conseguir reunir o centro, que é a grande massa, daqueles que conseguem sentar em uma mesa e, mesmo tendo ideias discordantes, conseguem chegar a um senso comum. Acho que, se a gente conseguir fazer isso daqui pra frente, teremos sucesso”, argumentou.

RELAÇÃO COM O PRESIDENTE

Sobre a sua relação como presidente, Mourão afirmou que é boa e que ele não se incomoda com as manifestações contrários dos filhos de Bolsonaro. Mourão disse que sua relação com o presidente é pautada pela “lealdade, a camaradagem, o respeito mútuo”.

Quanto a assumir a presidência, Mourão nega: “Nem passa pela minha cabeça. O nosso presidente se chama Jair Messias Bolsonaro. Seu primeiro governo vai até 2022 e se assim o povo brasileiro quiser, ele pode continuar até 2026”, esclareceu.

PRISÃO DO QUEIROZ

A opinião de Mourão é de que no caso do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) deve pagar caso se comprove crime. Já sobre a possibilidade de uma eventual delação premiada de Fabrício Queiroz, o vice-presidente acredita que se trata de uma questão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e não do governo federal.

A respeito da prisão de Queiroz na casa do advogado da família Bolsonaro, Mourão explicou que “Queiroz não era foragido, não era procurado, não era nada”.”É um processo que está ocorrendo, então vamos aguardar”.

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