Novo ministro da Educação veio para dialogar

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Carlos Alberto Decotelli, 67 anos, é nomeado ministro da Educação, representando uma vitória da ala militar sobre o grupo ideológico. O anúncio foi inicialmente divulgado pelas redes sociais do presidente.

A escolha surpreendeu, pois o nome do ex-militar não constava na lista dos cotados, que foram sabatinados por Bolsonaro. A impressão que fica, é que a nomeação de Decotelli visa pacificar a pasta, que teve muitas controvérsias com seus dois últimos ministro da Educação, Weintraub e Vélez.

“Obviamente, foi uma escolha muito difícil. Quatro pessoas excepcionais se apresentaram. Entre elas um jovem, o Renato Feder, secretário estadual de Educação do Paraná, que faz um brilhante trabalho lá”, disse o presidente durante uma live, em que explicou que a escolha de Decotelli foi pela experiência.

O novo ministro da Educação afirmou que ficou surpreso com o convite para o MEC, mas atendeu prontamente. “Eu estava dando aula ontem, e fiz hoje (25) a reunião. Fui pego de surpresa”, disse. Além disso, ele garantiu que “não possui competência para fazer adequação ideológica”, dando a entender que vai buscar o diálogo.

Segundo Decotelli, ficou combinado com o presidente que a gestão estará alinhada ao marco regulatório da educação. E que também, deverá criar pontes com entidades representativas da educação, como universidades e centros técnicos. “Melhor diálogo com entidades de classe. Todos aqueles que querem fazer o melhor pela educação brasileira”, afirmou.

PASSADO DO NOVO MINISTRO

Antes de assumir o ministério da Educação, Decotelli esteve a frente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Entretanto, a Controladoria-Geral da União (CGU) apontou irregularidades numa licitação de R$ 3 bilhões para compra de laptops, tablets e computadores destinados a alunos da rede pública. Decotelli deixou o cargo e em seguida a licitação foi suspensa.

O primeiro ministro negro de Bolsonaro possui um vasto currículo e um passado técnico:

Carlos Alberto Decotelli tem extenso currículo em finanças.

Pós-doutorado na Bergische Universitat Wuppertal, na Alemanha;
Doutor em administração financeira pela Universidade Nacional de Rosário, na Argentina;
Mestre em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV/Ebape);
MBA em administração pela FGV/EBAPE/EPGE;
Bacharel em ciências econômicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Criou o curso gestão financeira corporativa no New York Institute of Finance e coordenou o de finanças corporativas internacionais na FGV.

Na educação, foi professor de pós-Graduação em finanças na Fundação Dom Cabral e na FGV;

Professor e membro da equipe de criação do curso de pós-graduação em finanças na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, com o ex-juiz Sergio Moro e o professor Edgar Abreu.

Na Marinha, também atuou como professor e coordenador do Jogo de OMPS na EGN — Escola de Guerra Naval, no Centro de Jogos de Guerra.

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