Sergio Moro apresenta provas contra Bolsonaro

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Após longo depoimento, de mais de 8 horas, o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro deixou a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

“Fiz um relato histórico de uma série de situações. Prova material? Tem bastante coisa”, disse moro em entrevista à revista Veja.

Do lado de foro da Superintendência, rivalizavam-se apoiadores de ambos os lados. Um cinegrafista da RIC TV, afiliada da TV Record no Paraná, foi agredido no meio do tumulto. A polícia, porém, rapidamente conteve os manifestantes.

Moro foi dar provas de suas acusações contra o presidente Jair Bolsonaro, de que Bolsonaro teria cometido crimes ao tentar interferir politicamente na Polícia Federal. Ele alegou possuir áudios, trocas de mensagens e e-mails que comprovam que o presidente tentou intervir para fins pessoais, requisitando dados sigilosos, por exemplo.

O depoimento foi prestado à delegada Christiane Correa Machado, chefe do Serviço de Inquéritos Especiais, que anexará a gravação ao inquérito reclamado no Supremo Tribunal Federal (STF). Por enquanto todo o conteúdo do depoimento de Moro segue em sigilo, que poderá ser tornado público por meio de decisão do ministro do STF, Celso de Mello.

ADVOGADO FAMOSO

Junto do ex-ministro estava o advogado Rodrigo Sánchez Rios, que defendeu presos famosos da Lava Jato.

Duas figuras fundamentais do esquema de corrupção desmontado pela Lava Jata foram defendidas por Sánchez. Marcelo Odebrech, ex-presidente da empreitera Odebrecht. E também, Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, articulador central do impeachment de Dilma Rousseff.

Sánchez é um conhecido criminalista de Curitiba, professor, pesquisador e secretário-geral da OAB no Paraná. Se trata de um amigo bem próximo de Moro.

O INQUÉRITO

A investigação foi aberta pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. Para Aras, Moro cometeu crime de denunciação caluniosa, quando atacou o presidente durante seu comunicado de demissão do ministério.

Para a revista Veja, Moro disse que considerou uma “intimidação” da parte da PGR.

EDUARDO BOLSONARO

Logo após o fim do depoimento prestado por Sergio Moro, o deputado federal, Eduardo Bolsonaro, usou o twitter para acusar o ex-ministro.

Segundo Eduardo, o ex-ministro era na verdade um “espião” infiltrado no Executivo.

“Realmente é preciso muito tempo dando depoimento a delegados amigos para ver se acham algo contra Bolsonaro. Moro não era ministro, era espião”, publicou ele no Twitter.

Nesse domingo (3), Sergio Moro respondeu às acusações que vem sofrendo de ser um traidor. Ele postou no Twitter: “há lealdades maiores do que as pessoais”

Nesse domingo (3), Sergio Moro respondeu às acusações que vem sofrendo de ser um traidor. Ele postou no Twitter: “há lealdades maiores do que as pessoais”

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