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    Cristiano reforça laços com o Guará

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    Cristiano Araújo construiu parte de sua trajetória pessoal e familiar no Guará, onde seu pai, Luiz Vicente Araújo, instalou a empresa Fiança e presidiu o Clube de Regatas Guará. Após três mandatos na Câmara Legislativa e uma passagem recente pela Secretaria de Turismo do DF, ele pretende retornar à disputa por uma vaga de deputado distrital pelo MDB.

    Qual é a sua ligação afetiva e profissional com o Guará?
    A nossa história com o Guará é antiga. Foi onde começou a carreira do meu pai. Ele chegou à cidade ainda no início e montou a empresa Fiança na região da QE 38, ao lado do Colégio Rogacionista, onde hoje funciona o Colégio Objetivo.
    A empresa foi se desenvolvendo junto com Brasília. Chegamos a empregar mais de 20 mil pessoas por meio da Fiança, nas áreas de prestação de serviços, fornecimento de mão de obra, transporte e turismo. A Fiança cresceu com Brasília e cresceu junto com o Guará.
    Meu pai também foi presidente do Clube de Regatas Guará. Eu acompanhava muito essa rotina e tenho uma memória afetiva muito grande daquele período. Nossa família convivia com pessoas que ajudaram a cuidar e a construir a cidade, como o professor Francisco Brandes.

    Como o senhor acompanhou as transformações da cidade?
    Eu me lembro de quando o acesso ao Guará tinha apenas duas faixas e a cidade não possuía a quantidade de edifícios que existe hoje.
    Depois, já no período em que eu era deputado distrital, acompanhei as mudanças que permitiram uma nova fase de crescimento. O Guará se tornou uma cidade valorizada, uma potência, com uma população politizada e participativa.
    É uma cidade empreendedora, com comércio forte, localização privilegiada e moradores que acompanham de perto as decisões do poder público.

    Quais foram as principais realizações de sua passagem pela Secretaria de Turismo?
    Minha visão foi tratar o turismo como uma atividade econômica, capaz de atrair recursos, gerar empregos e aumentar a arrecadação. Trabalhamos pela redução do ICMS sobre o querosene de aviação, de 12% para 7%, o que ajudou a ampliar a oferta de voos em Brasília.
    Também foram abertas novas rotas internacionais para destinos como Bogotá, Lima, Buenos Aires, Santiago e Cancún. Segundo os números que acompanhávamos, Brasília passou de cerca de 30 mil para aproximadamente 150 mil turistas estrangeiros durante a gestão.
    Reduzimos ainda o ISS dos hotéis para 3%, permitindo que empreendimentos investissem em reformas e modernização. Também realizamos a programação dos 65 anos de Brasília e devolvemos o Autódromo Internacional Nelson Piquet à cidade para uma etapa da Stock Car.

    Como o senhor avalia a situação atual da Feira do Guará?
    A Feira do Guará não pode se perder. A disputa entre associações que reivindicam o direito de administrar o espaço vem se prolongando há alguns anos e criando dificuldades.
    Essa divisão pode comprometer a arrecadação necessária para pagar funcionários e garantir serviços de limpeza, conservação e manutenção. Sem esses serviços, a feira perde condições de receber os frequentadores e de oferecer uma estrutura adequada aos próprios feirantes.

    Que atuação o Guará poderia esperar do senhor em um eventual novo mandato?
    Caso consiga alcançar o meu objetivo e retornar à Câmara Legislativa, quero estar à disposição do Guará. O papel do deputado também é fazer a articulação com o Poder Executivo para que as demandas da população sejam atendidas.
    Pretendo destinar emendas parlamentares para a reforma de parques e praças, melhoria da iluminação pública, instalação de lâmpadas de LED e recuperação de equipamentos utilizados pelos moradores.
    O Guará é uma cidade com boa qualidade de vida, mas isso não significa que não precise de apoio parlamentar. A cidade necessita de manutenção permanente, investimentos e representantes dispostos a acompanhar os problemas de perto.

    Como o senhor avalia a importância do diálogo com os moradores?
    É precisa ouvir as pessoas. É necessário conversar com moradores, comerciantes, empresários, ambulantes, feirantes e representantes dos conselhos comunitários.
    Cada setor tem suas necessidades. O empresário enfrenta burocracia e precisa de condições para manter seu negócio, enquanto o ambulante e o feirante também precisam de organização, segurança e apoio.
    O poder público precisa estar presente nas quadras, ouvir as demandas e buscar soluções junto com a comunidade.

    O post Cristiano reforça laços com o Guará apareceu primeiro em Jornal do Guará.

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