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    Dayse Amarilio – Quando o Guará está em jogo, é preciso ter quem o defenda

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    Para a deputada distrital Dayse Amarilio, representar o Guará significa muito mais do que ocupar uma cadeira na Câmara Legislativa ou destinar recursos para obras e projetos. Significa estar presente nas decisões que podem interferir diretamente na vida da população, acompanhar os processos, questionar aquilo que considera prejudicial à cidade e lutar pela preservação dos espaços que fazem parte da história e do cotidiano dos moradores.“Política é representar, é fiscalizar, é dar voz”, resume Dayse. A frase traduz uma concepção de mandato baseada na presença e na defesa dos interesses da população. No Guará, essa atuação ganhou diferentes frentes ao longo dos últimos anos, envolvendo áreas públicas, patrimônio cultural, espaços de lazer e até decisões relacionadas ao sistema financeiro do Distrito Federal.
    Um dos episódios que, para Dayse, melhor traduz essa disposição de luta foi a mobilização em defesa de áreas ligadas ao Parque Ezequias Heringer, o Parque do Guará, e ao Clube da Saúde. Na avaliação da deputada, não se tratou apenas de uma articulação política, mas de uma ação diretamente vinculada ao seu mandato e à sua atuação pessoal na defesa do território. A preocupação surgiu diante de medidas que poderiam alcançar terrenos de interesse da comunidade. A questão avançou para o campo político e judicial, colocando em discussão a destinação de áreas que possuem importância ambiental, social e de convivência para os moradores.
    Para Dayse Amarilio, aquela foi uma luta que exigiu posicionamento. Em vez de tratar o episódio apenas como uma negociação institucional, a deputada passou a apresentar sua participação como uma defesa direta, associada ao próprio CPF e à responsabilidade pessoal que assumiu diante da possibilidade de perda dessas áreas. A situação mostrou uma das dimensões mais concretas da representação política: muitas vezes, é necessário identificar um problema antes que ele se transforme em uma perda definitiva. Uma área pública pode parecer apenas um terreno em um documento oficial, mas, para quem vive na cidade, pode representar parque, esporte, lazer, preservação ambiental, memória e qualidade de vida.

    Defesa do Cave
    Essa mesma disposição apareceu em outras discussões envolvendo o patrimônio do Guará. Um dos principais exemplos é o Cave, complexo que reúne equipamentos esportivos e culturais históricos da cidade. A discussão sobre a concessão do complexo envolveu a preocupação com a permanência do Teatro de Arena e da Casa da Cultura. Durante os debates na Câmara Legislativa, Dayse defendeu a retirada do Teatro de Arena do projeto. A própria documentação do Tribunal de Contas do Distrito Federal registra que os estudos da concessão foram posteriormente revisados para retirar o equipamento cultural da concessão. Em manifestação na CLDF, Dayse destacou que o Teatro de Arena e a Casa da Cultura permaneceriam fora da terceirização e relatou a atuação para o desmembramento da área. O mandato também destinou recursos para a revitalização do Teatro de Arena.
    A defesa do espaço cultural também continuou em 2025, quando Dayse apresentou indicação para a correção de problemas estruturais do Teatro de Arena, citando necessidades relacionadas a banheiros, alambrado, camarins, pintura, segurança, vegetação, instalações elétricas e iluminação.
    A luta pelos espaços públicos também passa pelo direito ao lazer. A Rua do Lazer tornou-se um dos símbolos da ocupação comunitária dos espaços do Guará, reunindo moradores para atividades físicas, convivência, cultura e encontros aos domingos. Dayse participa de edições da iniciativa e defende sua permanência como espaço de convivência da população.
    Para a deputada, recuperar e manter a Rua do Lazer significava reconhecer que política pública também se faz no cotidiano. Está na praça, na rua ocupada pelas famílias, na criança que brinca, no idoso que caminha, no atleta que pratica esporte e no morador que encontra os vizinhos.
    A defesa do Guará, entretanto, não se limita aos limites geográficos da cidade. Ela também alcança decisões que envolvem o patrimônio público do Distrito Federal e podem produzir consequências para toda a população. Foi o que ocorreu na crise envolvendo o Banco Master e o BRB. Desde as discussões sobre a tentativa de aquisição do Master pelo Banco de Brasília, Dayse Amarilio participou de cobranças por informações e transparência sobre a operação. Em maio de 2025, ela esteve, junto a outros parlamentares, em reunião com o presidente do Banco Central para tratar da tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.
    Posteriormente, diante da crise financeira do BRB e das propostas apresentadas para recompor a situação do banco, Dayse voltou a questionar a operação e a falta de informações sobre o tamanho dos prejuízos. Em março de 2026, durante as discussões do PL 2175/2026, a deputada criticou a falta de clareza sobre valores e mecanismos de recuperação do banco e defendeu investigação das responsabilidades relacionadas à crise.
    A posição também apareceu de forma objetiva na votação. No segundo turno do PL 2175/2026, que tratava das medidas para o restabelecimento e fortalecimento das condições econômico-financeiras do BRB, Dayse Amarilio registrou voto contrário. O projeto foi aprovado por 14 votos a 10. Entre os pontos que provocaram reação estava a possibilidade de utilização de imóveis públicos para reforçar o patrimônio e a liquidez do banco. A proposta incluía medidas relacionadas à alienação de imóveis públicos do Distrito Federal, enquanto parlamentares questionavam a transparência, os valores envolvidos e a extensão das garantias.
    Em março de 2026, a Justiça do Distrito Federal chegou a suspender, em decisão liminar, a utilização de terrenos públicos como garantia para a capitalização do BRB. A medida ocorreu em meio à crise de liquidez do banco após as operações envolvendo títulos do Banco Master. Para Dayse, o episódio reforçou uma compreensão de mandato que não separa a defesa do Guará da defesa do patrimônio público. Afinal, quando terrenos públicos, equipamentos culturais ou espaços de convivência entram em uma decisão governamental, o impacto pode chegar diretamente à população.
    É nesse contexto que a ideia de representação ganha dimensão prática. Representar uma cidade não significa apenas anunciar conquistas. Significa também assumir posições diante de situações controversas, fiscalizar decisões, cobrar explicações e defender aquilo que o mandato entende como patrimônio da população. No Guará, essa atuação aparece em diferentes frentes: na defesa de áreas ambientais e de convivência, na preservação de equipamentos culturais, na manutenção dos espaços de lazer e na discussão sobre o patrimônio público do Distrito Federal.
    O Teatro de Arena, a Rua do Lazer, o Parque do Guará e o Clube da Saúde são espaços diferentes, com funções distintas, mas possuem algo em comum: pertencem à história e à vida cotidiana da comunidade. São lugares onde a cidade acontece. E é justamente nesses momentos que, segundo Dayse Amarilio, a representação política deixa de ser uma palavra abstrata e passa a ter consequência concreta.
    “Por que nós precisamos continuar tendo? Porque nós temos certeza que muito mais coisa vai continuar acontecendo na cidade”, afirma a deputada. A declaração aponta para um desafio permanente. O Guará continuará crescendo, novos projetos serão apresentados, novas decisões serão tomadas e outras áreas poderão entrar no centro de debates públicos. Para Dayse, ter uma representante que acompanhe esses processos significa garantir que as demandas da cidade tenham voz dentro dos espaços onde as decisões são tomadas.

    O post Dayse Amarilio – Quando o Guará está em jogo, é preciso ter quem o defenda apareceu primeiro em Jornal do Guará.

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